CRM white label preço
CRM white label: 4 modelos e quanto custa cada um
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Resposta curta
Um CRM white label custa de zero a centenas de dólares por mês, conforme o modelo. Revenda de SaaS e plataforma para agência cobram mensalidade enquanto você usar; open source não cobra licença, mas cobra horas de desenvolvedor; código com licença comercial, como a Vetora, cobra uma vez — R$ 557 — e o servidor fica por sua conta.
Quem pesquisa "CRM white label" encontra quatro produtos diferentes com o mesmo nome. Todos põem a sua marca na tela. O que muda é quem cobra, por quanto tempo, e o que acontece com o seu negócio se a outra ponta mudar de ideia. O que é white label e por que ele atrai agência e consultoria está em CRM white label: o que é. Este texto é sobre dinheiro e contrato: os quatro modelos, quanto cada um custa e o que ler antes de assinar.
Modelo 1: revenda de SaaS
Você abre uma conta numa plataforma de CRM, liga a sua marca e revende o acesso aos seus clientes. A plataforma cobra de você por conta, por cliente ou por usuário, todo mês; você cobra do cliente um valor maior. A diferença é a sua margem.
É o caminho mais rápido: nenhuma instalação, nenhum servidor. O custo é que a sua margem depende da tabela de outra empresa. Se ela reajustar, mudar de plano ou encerrar o programa de revenda, você repassa ou absorve. E o dado dos seus clientes mora no servidor dela. Os preços variam demais entre programas para caber numa linha, e muitos só saem sob consulta. A pergunta que importa é quanto custa por cliente, por mês, e quem decide o reajuste.
Modelo 2: plataforma para agência
É a versão mais completa da revenda: uma plataforma feita para a agência administrar várias subcontas, uma por cliente, com a marca dela. A mais conhecida é a GoHighLevel. Pela página oficial, consultada em 01/11/2026:
- Starter: US$ 97 por mês (US$ 970 no anual), com 3 subcontas.
- Unlimited: US$ 297 por mês (US$ 2.970 no anual), com subcontas ilimitadas.
- O plano de US$ 497 por mês (US$ 4.970 no anual) é o que inclui o modo SaaS e o repasse do uso com margem, segundo a página.
- Por fora: telefone, SMS, e-mail e IA são cobrados por uso; o WhatsApp custa US$ 10 por mês por subconta; o aplicativo de celular com a sua marca é um adicional de US$ 497 por mês.
Seja justo na comparação: a GoHighLevel entrega muito mais que um CRM — funil de venda, site, e-mail, SMS, telefone e IA de voz no mesmo lugar. Para uma agência que usa tudo isso, o preço compra bastante coisa. Para quem só precisa de CRM com WhatsApp, é pagar por um pacote que não vai usar. E a plataforma continua sendo dela: se o plano mudar, muda para todas as subcontas de uma vez.
Modelo 3: open source
Open source é código aberto, publicado de graça. Você baixa, instala num servidor seu e põe a marca que quiser. Não há licença para pagar. Mas a palavra "grátis" esconde duas coisas. A primeira é o trabalho: alguém precisa instalar, manter, atualizar e adaptar, e esse alguém cobra por hora. O código é de graça; o desenvolvedor, não. A segunda é a licença, que muda tudo para quem quer revender. Dois exemplos:
- Krayin CRM: licença MIT, das mais permissivas. Pode usar, modificar e vender sem abrir as suas mudanças, desde que mantenha o aviso de copyright. O WhatsApp entra por uma extensão à parte, citada no próprio repositório.
- Ticketz: comunicador com CRM e atendimento pelo WhatsApp, feito para melhorar o Whaticket SaaS publicado. O projeto de origem saiu sob a MIT; o autor do Ticketz relicenciou a versão dele sob a AGPL-3.0.
O que a AGPL obriga a quem revende
A AGPL é a licença copyleft feita para sistemas que rodam na internet. Se você modifica o programa e deixa outras pessoas usarem pela rede, precisa oferecer a elas o código-fonte da sua versão, sob a mesma licença. O README do Ticketz diz isso com todas as letras: quem usa mantém o link para o repositório na tela "Sobre", quem modifica aponta para o código das mudanças, e o uso comercial das partes novas exige abrir o código do sistema inteiro aos usuários — ou negociar outra licença com o autor.
Na prática, a sua customização — o que diferencia o seu produto — pode ter de ser entregue ao seu próprio cliente, que fica livre para levá-la a outro fornecedor. Não é defeito da licença: é o objetivo dela. Só precisa estar na conta antes de você construir um negócio em cima. Isto não é parecer jurídico: leve a licença do projeto escolhido a um advogado.
Modelo 4: código-fonte com licença comercial
O quarto modelo junta a posse do open source com um contrato pago. Você compra o código uma vez, recebe uma licença que diz por escrito o que pode fazer, e publica numa conta sua. É o modelo da Vetora.
- Preço: R$ 557, pago uma vez à Vetora. Licença perpétua: não vence, não renova e não cobra por usuário.
- Implantação opcional: R$ 1.800 por instalação, em até 20 dias — publicação na conta do cliente, marca, WhatsApp, importação da base antiga e ajustes de design.
- Revenda: quantas instalações quiser (cláusula 2.1), uma por cliente, com a sua marca ou a dele (2.5), cobrando implantação, ajuste e mensalidade de hospedagem ou suporte (2.4).
- O que não pode: vender o código em si, nem publicá-lo (cláusula 3). Você vende o sistema instalado e funcionando, não uma cópia do repositório.
- Modificar é livre e não obriga a compartilhar as mudanças (cláusula 2.2) — o oposto da AGPL.
O que continua mensal é o servidor, o WhatsApp e a IA, pagos direto a cada fornecedor, numa conta sua ou do cliente. O servidor pode começar nos planos gratuitos da Vercel e do Supabase, com uma ressalva: a Vercel reserva o plano gratuito a uso pessoal, e dentro dos termos dela o Pro custa US$ 20 por mês. A IA é por uso, e a conta dela está em quanto custa a IA no CRM.
O lado ruim, para ser honesto: é um sistema por cliente, não uma plataforma multiempresa com um painel para todas as contas. Cada cliente tem a sua instalação, o seu banco e as suas chaves. Isso isola o dado de cada um por completo — e dá mais trabalho de manutenção que um painel único, porque cada atualização é aplicada instalação por instalação. E a Vetora atende só WhatsApp: quem precisa de Instagram e e-mail na mesma caixa deve ler para quem ela não é.
Os quatro modelos lado a lado
| Revenda de SaaS | Plataforma para agência | Open source | Código com licença comercial | |
|---|---|---|---|---|
| Como paga | Mensalidade por conta ou usuário | Mensalidade da agência, mais uso | Licença zero; paga o desenvolvedor | Uma vez, pela licença |
| Quem hospeda | A plataforma | A plataforma | Você | Você ou o seu cliente |
| Marca | A sua, sobre a dela | A sua, nas subcontas | A que você puser | A sua ou a do cliente |
| Posse do dado | No servidor da plataforma | No servidor da plataforma | No seu servidor | Na instalação de cada cliente |
| O que pode revender | O acesso, nas regras do programa | Subcontas e planos, nas regras da plataforma | Depende da licença: MIT libera, AGPL obriga a abrir o código | O sistema instalado, a implantação e o suporte; nunca o código |
| Risco principal | Reajuste ou fim do programa | Reajuste e preço em dólar | Ninguém responde pelo defeito, só você | A manutenção é sua, instalação por instalação |
A conta de três anos
Para uma empresa usando o próprio CRM, com 5 pessoas, a conta da página é esta: R$ 2.357 na Vetora — licença e implantação, com o servidor nos planos gratuitos e a mesma ressalva da Vercel — contra R$ 11.826 no plano pago mais barato do RD Vendas, no anual. Para a agência que revende, a conta é por cliente e muda de forma em cada modelo:
| Modelo | O que se paga em 36 meses | O que fica de fora |
|---|---|---|
| Revenda de SaaS | A mensalidade de cada cliente, 36 vezes | Os reajustes do período |
| Plataforma para agência (GoHighLevel, anual) | US$ 2.910 no Starter, US$ 8.910 no Unlimited, US$ 14.910 no plano com modo SaaS | O uso (telefone, e-mail, IA) e US$ 10 por mês de WhatsApp por subconta |
| Open source | R$ 0 de licença | Horas de desenvolvedor para instalar, manter e adaptar; o servidor |
| Código com licença comercial (Vetora) | R$ 557, uma vez, para todas as instalações | Servidor, WhatsApp e IA de cada cliente; a implantação, se contratada |
Metodologia: preços públicos consultados em 01/11/2026 nas páginas oficiais de cada fornecedor; podem mudar. Nenhuma dessas linhas diz quanto você vai faturar, e não é por esquecimento: o que você cobra do seu cliente depende da sua carteira e do seu trabalho. A tabela mostra o custo que fica com você — e quem decide se ele muda.
O que conferir no contrato antes de comprar
- A licença vence? Assinatura acaba quando você para de pagar; licença perpétua, não.
- Quantas instalações ou clientes ela cobre, e se cobra por usuário.
- Se você pode modificar — e se precisa entregar o código das mudanças a alguém.
- O que você pode cobrar do seu cliente: implantação, hospedagem, suporte, ajuste.
- O que é proibido. Revender o código costuma ser; confira se o seu plano de negócio não depende disso.
- Onde o dado mora e quem responde por ele diante da LGPD.
- Devolução e suporte: em quantos dias, e o que acontece com as atualizações.
- O que acontece com o seu sistema se o fornecedor fechar.
A licença da Vetora responde a cada item por escrito: devolução de 100% em 7 dias (cláusula 6), 30 dias de suporte e correções publicadas sem custo adicional (cláusula 7), e uma licença que não depende de a Vetora continuar existindo. O texto inteiro é enviado a quem pede antes de pagar, e a régua de prazos está na seção do contrato. Para vender com a sua marca passo a passo, leia como revender software com a sua marca.
Perguntas frequentes
Quanto custa um CRM white label?
De zero a centenas de dólares por mês, conforme o modelo. Revenda de SaaS e plataforma para agência cobram mensalidade enquanto você usar — a GoHighLevel começa em US$ 97 por mês. Open source não cobra licença, mas cobra o desenvolvedor. A Vetora cobra R$ 557, uma vez.
Posso revender a Vetora para vários clientes?
Sim: a licença permite quantas instalações você quiser, uma por cliente, com a sua marca ou a dele, cobrando implantação, ajuste e mensalidade de hospedagem ou suporte (cláusulas 2.1, 2.4 e 2.5). O que não pode é vender o código em si (cláusula 3). Cada cliente tem a própria instalação; não é uma plataforma multiempresa.
CRM white label open source é de graça?
A licença é; o trabalho, não. Alguém precisa instalar, manter e adaptar o sistema, e esse custo aparece em horas de desenvolvedor. E a licença decide o que você pode revender: a MIT libera, a AGPL obriga a oferecer o código da sua versão a quem usa.
O que a licença AGPL obriga a quem revende um CRM?
Obriga a oferecer o código-fonte da sua versão modificada a todo usuário que acessa o sistema pela rede, sob a mesma licença — inclusive as suas customizações. Antes de construir um negócio em cima de um projeto AGPL, leve a licença a um advogado.
O servidor de um CRM em código-fonte é pago à parte?
Sim: servidor, WhatsApp e IA são pagos direto a cada fornecedor, numa conta sua ou do cliente. O servidor pode começar nos planos gratuitos da Vercel e do Supabase; a Vercel reserva o gratuito a uso pessoal, e o Pro custa US$ 20 por mês.