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CRM white label preço

CRM white label: 4 modelos e quanto custa cada um

· 9 min de leitura

Resposta curta

Um CRM white label custa de zero a centenas de dólares por mês, conforme o modelo. Revenda de SaaS e plataforma para agência cobram mensalidade enquanto você usar; open source não cobra licença, mas cobra horas de desenvolvedor; código com licença comercial, como a Vetora, cobra uma vez — R$ 557 — e o servidor fica por sua conta.

Quem pesquisa "CRM white label" encontra quatro produtos diferentes com o mesmo nome. Todos põem a sua marca na tela. O que muda é quem cobra, por quanto tempo, e o que acontece com o seu negócio se a outra ponta mudar de ideia. O que é white label e por que ele atrai agência e consultoria está em CRM white label: o que é. Este texto é sobre dinheiro e contrato: os quatro modelos, quanto cada um custa e o que ler antes de assinar.

Modelo 1: revenda de SaaS

Você abre uma conta numa plataforma de CRM, liga a sua marca e revende o acesso aos seus clientes. A plataforma cobra de você por conta, por cliente ou por usuário, todo mês; você cobra do cliente um valor maior. A diferença é a sua margem.

É o caminho mais rápido: nenhuma instalação, nenhum servidor. O custo é que a sua margem depende da tabela de outra empresa. Se ela reajustar, mudar de plano ou encerrar o programa de revenda, você repassa ou absorve. E o dado dos seus clientes mora no servidor dela. Os preços variam demais entre programas para caber numa linha, e muitos só saem sob consulta. A pergunta que importa é quanto custa por cliente, por mês, e quem decide o reajuste.

Modelo 2: plataforma para agência

É a versão mais completa da revenda: uma plataforma feita para a agência administrar várias subcontas, uma por cliente, com a marca dela. A mais conhecida é a GoHighLevel. Pela página oficial, consultada em 01/11/2026:

  • Starter: US$ 97 por mês (US$ 970 no anual), com 3 subcontas.
  • Unlimited: US$ 297 por mês (US$ 2.970 no anual), com subcontas ilimitadas.
  • O plano de US$ 497 por mês (US$ 4.970 no anual) é o que inclui o modo SaaS e o repasse do uso com margem, segundo a página.
  • Por fora: telefone, SMS, e-mail e IA são cobrados por uso; o WhatsApp custa US$ 10 por mês por subconta; o aplicativo de celular com a sua marca é um adicional de US$ 497 por mês.

Seja justo na comparação: a GoHighLevel entrega muito mais que um CRM — funil de venda, site, e-mail, SMS, telefone e IA de voz no mesmo lugar. Para uma agência que usa tudo isso, o preço compra bastante coisa. Para quem só precisa de CRM com WhatsApp, é pagar por um pacote que não vai usar. E a plataforma continua sendo dela: se o plano mudar, muda para todas as subcontas de uma vez.

Modelo 3: open source

Open source é código aberto, publicado de graça. Você baixa, instala num servidor seu e põe a marca que quiser. Não há licença para pagar. Mas a palavra "grátis" esconde duas coisas. A primeira é o trabalho: alguém precisa instalar, manter, atualizar e adaptar, e esse alguém cobra por hora. O código é de graça; o desenvolvedor, não. A segunda é a licença, que muda tudo para quem quer revender. Dois exemplos:

  • Krayin CRM: licença MIT, das mais permissivas. Pode usar, modificar e vender sem abrir as suas mudanças, desde que mantenha o aviso de copyright. O WhatsApp entra por uma extensão à parte, citada no próprio repositório.
  • Ticketz: comunicador com CRM e atendimento pelo WhatsApp, feito para melhorar o Whaticket SaaS publicado. O projeto de origem saiu sob a MIT; o autor do Ticketz relicenciou a versão dele sob a AGPL-3.0.

O que a AGPL obriga a quem revende

A AGPL é a licença copyleft feita para sistemas que rodam na internet. Se você modifica o programa e deixa outras pessoas usarem pela rede, precisa oferecer a elas o código-fonte da sua versão, sob a mesma licença. O README do Ticketz diz isso com todas as letras: quem usa mantém o link para o repositório na tela "Sobre", quem modifica aponta para o código das mudanças, e o uso comercial das partes novas exige abrir o código do sistema inteiro aos usuários — ou negociar outra licença com o autor.

Na prática, a sua customização — o que diferencia o seu produto — pode ter de ser entregue ao seu próprio cliente, que fica livre para levá-la a outro fornecedor. Não é defeito da licença: é o objetivo dela. Só precisa estar na conta antes de você construir um negócio em cima. Isto não é parecer jurídico: leve a licença do projeto escolhido a um advogado.

Modelo 4: código-fonte com licença comercial

O quarto modelo junta a posse do open source com um contrato pago. Você compra o código uma vez, recebe uma licença que diz por escrito o que pode fazer, e publica numa conta sua. É o modelo da Vetora.

  • Preço: R$ 557, pago uma vez à Vetora. Licença perpétua: não vence, não renova e não cobra por usuário.
  • Implantação opcional: R$ 1.800 por instalação, em até 20 dias — publicação na conta do cliente, marca, WhatsApp, importação da base antiga e ajustes de design.
  • Revenda: quantas instalações quiser (cláusula 2.1), uma por cliente, com a sua marca ou a dele (2.5), cobrando implantação, ajuste e mensalidade de hospedagem ou suporte (2.4).
  • O que não pode: vender o código em si, nem publicá-lo (cláusula 3). Você vende o sistema instalado e funcionando, não uma cópia do repositório.
  • Modificar é livre e não obriga a compartilhar as mudanças (cláusula 2.2) — o oposto da AGPL.

O que continua mensal é o servidor, o WhatsApp e a IA, pagos direto a cada fornecedor, numa conta sua ou do cliente. O servidor pode começar nos planos gratuitos da Vercel e do Supabase, com uma ressalva: a Vercel reserva o plano gratuito a uso pessoal, e dentro dos termos dela o Pro custa US$ 20 por mês. A IA é por uso, e a conta dela está em quanto custa a IA no CRM.

O lado ruim, para ser honesto: é um sistema por cliente, não uma plataforma multiempresa com um painel para todas as contas. Cada cliente tem a sua instalação, o seu banco e as suas chaves. Isso isola o dado de cada um por completo — e dá mais trabalho de manutenção que um painel único, porque cada atualização é aplicada instalação por instalação. E a Vetora atende só WhatsApp: quem precisa de Instagram e e-mail na mesma caixa deve ler para quem ela não é.

Os quatro modelos lado a lado

Revenda de SaaSPlataforma para agênciaOpen sourceCódigo com licença comercial
Como pagaMensalidade por conta ou usuárioMensalidade da agência, mais usoLicença zero; paga o desenvolvedorUma vez, pela licença
Quem hospedaA plataformaA plataformaVocêVocê ou o seu cliente
MarcaA sua, sobre a delaA sua, nas subcontasA que você puserA sua ou a do cliente
Posse do dadoNo servidor da plataformaNo servidor da plataformaNo seu servidorNa instalação de cada cliente
O que pode revenderO acesso, nas regras do programaSubcontas e planos, nas regras da plataformaDepende da licença: MIT libera, AGPL obriga a abrir o códigoO sistema instalado, a implantação e o suporte; nunca o código
Risco principalReajuste ou fim do programaReajuste e preço em dólarNinguém responde pelo defeito, só vocêA manutenção é sua, instalação por instalação

A conta de três anos

Para uma empresa usando o próprio CRM, com 5 pessoas, a conta da página é esta: R$ 2.357 na Vetora — licença e implantação, com o servidor nos planos gratuitos e a mesma ressalva da Vercel — contra R$ 11.826 no plano pago mais barato do RD Vendas, no anual. Para a agência que revende, a conta é por cliente e muda de forma em cada modelo:

ModeloO que se paga em 36 mesesO que fica de fora
Revenda de SaaSA mensalidade de cada cliente, 36 vezesOs reajustes do período
Plataforma para agência (GoHighLevel, anual)US$ 2.910 no Starter, US$ 8.910 no Unlimited, US$ 14.910 no plano com modo SaaSO uso (telefone, e-mail, IA) e US$ 10 por mês de WhatsApp por subconta
Open sourceR$ 0 de licençaHoras de desenvolvedor para instalar, manter e adaptar; o servidor
Código com licença comercial (Vetora)R$ 557, uma vez, para todas as instalaçõesServidor, WhatsApp e IA de cada cliente; a implantação, se contratada

Metodologia: preços públicos consultados em 01/11/2026 nas páginas oficiais de cada fornecedor; podem mudar. Nenhuma dessas linhas diz quanto você vai faturar, e não é por esquecimento: o que você cobra do seu cliente depende da sua carteira e do seu trabalho. A tabela mostra o custo que fica com você — e quem decide se ele muda.

O que conferir no contrato antes de comprar

  1. A licença vence? Assinatura acaba quando você para de pagar; licença perpétua, não.
  2. Quantas instalações ou clientes ela cobre, e se cobra por usuário.
  3. Se você pode modificar — e se precisa entregar o código das mudanças a alguém.
  4. O que você pode cobrar do seu cliente: implantação, hospedagem, suporte, ajuste.
  5. O que é proibido. Revender o código costuma ser; confira se o seu plano de negócio não depende disso.
  6. Onde o dado mora e quem responde por ele diante da LGPD.
  7. Devolução e suporte: em quantos dias, e o que acontece com as atualizações.
  8. O que acontece com o seu sistema se o fornecedor fechar.

A licença da Vetora responde a cada item por escrito: devolução de 100% em 7 dias (cláusula 6), 30 dias de suporte e correções publicadas sem custo adicional (cláusula 7), e uma licença que não depende de a Vetora continuar existindo. O texto inteiro é enviado a quem pede antes de pagar, e a régua de prazos está na seção do contrato. Para vender com a sua marca passo a passo, leia como revender software com a sua marca.

Perguntas frequentes

Quanto custa um CRM white label?

De zero a centenas de dólares por mês, conforme o modelo. Revenda de SaaS e plataforma para agência cobram mensalidade enquanto você usar — a GoHighLevel começa em US$ 97 por mês. Open source não cobra licença, mas cobra o desenvolvedor. A Vetora cobra R$ 557, uma vez.

Posso revender a Vetora para vários clientes?

Sim: a licença permite quantas instalações você quiser, uma por cliente, com a sua marca ou a dele, cobrando implantação, ajuste e mensalidade de hospedagem ou suporte (cláusulas 2.1, 2.4 e 2.5). O que não pode é vender o código em si (cláusula 3). Cada cliente tem a própria instalação; não é uma plataforma multiempresa.

CRM white label open source é de graça?

A licença é; o trabalho, não. Alguém precisa instalar, manter e adaptar o sistema, e esse custo aparece em horas de desenvolvedor. E a licença decide o que você pode revender: a MIT libera, a AGPL obriga a oferecer o código da sua versão a quem usa.

O que a licença AGPL obriga a quem revende um CRM?

Obriga a oferecer o código-fonte da sua versão modificada a todo usuário que acessa o sistema pela rede, sob a mesma licença — inclusive as suas customizações. Antes de construir um negócio em cima de um projeto AGPL, leve a licença a um advogado.

O servidor de um CRM em código-fonte é pago à parte?

Sim: servidor, WhatsApp e IA são pagos direto a cada fornecedor, numa conta sua ou do cliente. O servidor pode começar nos planos gratuitos da Vercel e do Supabase; a Vercel reserva o gratuito a uso pessoal, e o Pro custa US$ 20 por mês.

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